- Pai, eu conheci um peba. Um peba é um rato grande com as costas de pedra.
(Em 7/11/08, aos 4 anos e 2 meses)
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Heresia
Celebração da Palavra na casa de praia. Família e grande número de amigos reunidos. Minha irmã faz a leitura do Evangelho. Após o término, João Marcelo cochicha no meu ouvido:
- Pai, Deus salva todo mundo, não é?
- É, meu filho, Deus salva todo mundo.
- Como o Super-Cão, pai. O Super-Cão salva todo mundo.
- Pai, Deus salva todo mundo, não é?
- É, meu filho, Deus salva todo mundo.
- Como o Super-Cão, pai. O Super-Cão salva todo mundo.
Lição de Lógica III
- João Marcelo, em que cidade você nasceu, você sabe?
- Em Mossoró.
- Muito bem. E quem nasce em Mossoró é o quê?
- É bebê.
- Em Mossoró.
- Muito bem. E quem nasce em Mossoró é o quê?
- É bebê.
Lição de Lógica II
Cedinho da manhã, após uma noite em que ele dormiu com a babá, abraço-o e lamento:
- João Marcelo, estou com saudade de você. Você não dorme mais comigo. Eu acordo de noite e você não está na minha cama pra eu lhe cobrir.
- Pai, a gente só sente saudade quando está longe. Meu quarto é do lado do seu, é bem pertinho.
- João Marcelo, estou com saudade de você. Você não dorme mais comigo. Eu acordo de noite e você não está na minha cama pra eu lhe cobrir.
- Pai, a gente só sente saudade quando está longe. Meu quarto é do lado do seu, é bem pertinho.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Lição de lógica
Pela manhã, vestindo João Marcelo para ir à escola, constato o estado da sua cueca.
- Ah, João Marcelo, esta cueca está velhinha. A gente precisa comprar outras cuecas pra você.
E ele, com lógica implacável:
- Pai, depois que vestir o calção, ninguém vai ver que ela está velhinha.
- Ah, João Marcelo, esta cueca está velhinha. A gente precisa comprar outras cuecas pra você.
E ele, com lógica implacável:
- Pai, depois que vestir o calção, ninguém vai ver que ela está velhinha.
Pra sua mãe
Eu: - João Marcelo,vamos telefonar pra sua avó?
Ele: - E pra minha mãe. Pra sua mãe e pra minha mãe.
Ele: - E pra minha mãe. Pra sua mãe e pra minha mãe.
Desinimigo
A propósito de um figura,num livro ilustrado, declaro para João Marcelo:
- O gato e o cachorro são inimigos.
E ele, dando prosseguimento à conversa: - O que é inimigo?
- É aquele que não gosta do outro, respondo.
- Não se gostam?
- É, não se gostam.
- E desinimigo?
- O gato e o cachorro são inimigos.
E ele, dando prosseguimento à conversa: - O que é inimigo?
- É aquele que não gosta do outro, respondo.
- Não se gostam?
- É, não se gostam.
- E desinimigo?
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Medonho
João Marcelo, um mês depois de completar 4 anos, amuado:
- Pai, minha mãe disse que eu sou medonho.
- Meu filho, você mexe muito nas coisas, você não obedece quando a gente fala... Você é medonho, sim.
Ainda mais amuado:
- Eu não sou medonho não! Eu sou um cara legal.
- Pai, minha mãe disse que eu sou medonho.
- Meu filho, você mexe muito nas coisas, você não obedece quando a gente fala... Você é medonho, sim.
Ainda mais amuado:
- Eu não sou medonho não! Eu sou um cara legal.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
João Marcelo e suas razões inventadas
Diálogo com João Marcelo, a um mês de completar 5 anos:
- Vá tomar banho!
Solto a ordem alguns momentos depois do almoço e do retorno da escola, quando seu corre-corre pela sala e o sobe-desce pelos móveis e escada já lhe produziram suor suficiente para justificar uma ida ao chuveiro.
- Não vou!, é a resposta seca.
- Por que você não vai? Me dê uma boa razão – insisto, tentando fazer-lhe enxergar a evidência e incentivando-o a desenvolver razões lógicas.
- Não vou tomar banho que hoje não é dia de brincadeira.
Os termos da relação são francamente sem lógica. A lógica talvez esteja em oferecer uma razão quando ela é esperada, em adequar-se a uma expectativa, sem, no entanto, saber como expressá-la.
De todo modo, a frase, pelo inusitado, me faz lembrar uma observação profundamente inteligente do matemático americano John Allan Paulos: “Não há elo causal entre ‘Deus existe’ e ‘é proibido comer batatinha frita nas sextas-feiras’”.
Será que meu filho vai ser pastor?
- Vá tomar banho!
Solto a ordem alguns momentos depois do almoço e do retorno da escola, quando seu corre-corre pela sala e o sobe-desce pelos móveis e escada já lhe produziram suor suficiente para justificar uma ida ao chuveiro.
- Não vou!, é a resposta seca.
- Por que você não vai? Me dê uma boa razão – insisto, tentando fazer-lhe enxergar a evidência e incentivando-o a desenvolver razões lógicas.
- Não vou tomar banho que hoje não é dia de brincadeira.
Os termos da relação são francamente sem lógica. A lógica talvez esteja em oferecer uma razão quando ela é esperada, em adequar-se a uma expectativa, sem, no entanto, saber como expressá-la.
De todo modo, a frase, pelo inusitado, me faz lembrar uma observação profundamente inteligente do matemático americano John Allan Paulos: “Não há elo causal entre ‘Deus existe’ e ‘é proibido comer batatinha frita nas sextas-feiras’”.
Será que meu filho vai ser pastor?
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